ATeG implementa melhorias na Suinocultura do DF

O programa está em primeira fase e atualmente beneficia 25 propriedades de suínos

Pensando em manter a sustentabilidade da cadeia produtiva de suínos do Distrito Federal e aprimorar a gestão empresarial do negócio, iniciou no ano passado o Programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG), promovido pelo SENAR-DF, em parceria com o Sindicato e Associação de Criadores de Suínos do DF (Sindisuínos e DFSuin) e o Sebrae-DF. Até o momento, 25 propriedades estão sendo atendidas, na região do DF e Entorno.

De acordo com o superintendente do SENAR-DF, Everaldo Lima, o objetivo da ATeG é capacitar o produtor para o empreendedorismo, de forma que ele possa gerenciar sua propriedade com sustentabilidade e lucratividade. “O Programa leva ao suinocultor, novas tecnologias e formas de manejo, ampliando seu conhecimento sobre toda a cadeia de produção e possibilitando cada vez mais o desenvolvimento da atividade”, ressalta.

O Programa está na fase do “Diagnóstico Produtivo Individualizado”, onde o técnico de campo analisa os dados coletados através de questionário, junto ao inventário de recursos e informações técnicas e econômicas, levantadas nas primeiras visitas às propriedades. O perfil do sistema de produção dos criatórios atendidos pelo SENAR são, 40% consideradas granjas tecnificadas e 60% são de suíno caipira. As maiores unidades produtivas vendem cerca de 800 cevados por mês e as menores oscilam entre 05 e 10 animais comercializados por mês.

Segundo a veterinária do SENAR, Rachel Leão, em três meses de trabalho as melhorias nos resultados zootécnicos e sanitários foram significativas: “Na área de saúde animal, por exemplo, implantamos programas sanitários que reduz a mortalidade de animais e melhora o desempenho dos rebanhos. Na parte nutricional, aperfeiçoamos os níveis nutricionais das rações, possibilitando maior ganho de peso dos animais. Já na área de bem-estar animal, melhoramos a ambiência de algumas instalações, resultando numa oferta maior e melhor de qualidade da água e alimentos para os animais. Sem dúvida, também tivemos grande evolução na área gerencial das propriedades atendidas, considerando que  boa parte desses produtores não tinham o hábito de anotações de custos, receitas, ou sequer, controles mínimos zootécnicos e gerenciais que compõem o negócio”, declara.

A técnica de campo destaca ainda, que o Programa é uma excelente ferramenta de gestão, uma vez que, se visualiza após o diagnóstico realizado, os pontos críticos de melhoria nas propriedades para a potencialização dos resultados financeiros. “Durante o diagnóstico, observou-se que os produtores de suíno caipira conseguem agregar mais valor ao preço de venda da carne, entretanto, em determinada época do ano, eles têm dificuldade em comercializar o produto devido à falta de demanda. Já os suinocultores tecnificados, efetuam suas vendas para frigoríficos regionais durante todo o ano, sem oscilar em termos de demanda”.

A falta de registro dos custos de produção e a inadequação ambiental das propriedades são os principais gargalos identificados na fase inicial do Projeto, principalmente para os criadores de menor escala, que não consideram a atividade como um negócio, mas sim, como um complemento na renda familiar. O foco é trabalhar essa mentalidade através de orientações repassadas aos produtores durante as visitas técnicas, para que possam evoluir gradativamente nos três pilares fundamentais para a suinocultura: ambiental, social e retorno financeiro.

Para o presidente da DFSuin, Ivo Jacó de Souza, fortalecer as parcerias com o SENAR e Sebrae é uma meta para que mais granjas sejam atendidas em 2018. “A ATeG é a sequência do trabalho realizado no Mapeamento da Suinocultura do DF, concluído em 2016, que culminou na identificação de mais de 600 pequenos produtores, carentes de orientação, treinamento e assistência técnica. Nossa expectativa é alcançar um sistema de produção mais padronizado dentro da região, com a prática de técnicas da suinocultura moderna de bem-estar animal, respeito ao meio ambiente e crescimento sustentável”, conclui.

Fonte: DFSuin com informações do SENAR-DF

Publicado em: 10/01/2018

 

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